Pessoas usam máscaras em ônibus no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro

Rio cria plano para reativar linhas de ônibus; 58% não operam hoje.

Após chegar a um acordo judicial com as empresas de ônibus e o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), a Prefeitura do Rio de Janeiro detalhou hoje o plano de retomada do sistema integral de ônibus da cidade em sete meses. Segundo diagnóstico da SMTR (Secretaria Municipal de Transportes), atualmente 58% do sistema é considerado inoperante.
Para isso, o Rio de Janeiro irá criar um sistema de subsídio ao sistema de ônibus, hoje integralmente custeado pela tarifa de R$ 4,05 paga pelos passageiros.
Cálculos da SMTR chegaram a um subsídio médio de R$ 1,78 por quilômetro percorrido pelos ônibus municipais. O prefeito Eduardo Paes (PSD) se negou a dar uma estimativa do impacto dessa iniciativa nos cofres públicos, mas, conforme os valores projetados pela própria prefeitura, o gasto deve ser de aproximadamente R$ 300 milhões nos primeiros sete meses do acordo.
De acordo com o mapeamento feito pela prefeitura, 58% dos serviços prestados pelas empresas de ônibus hoje estão em estado crítico, com menos de 20% da frota exigida nos contratos de concessão circulando. Por isso, são considerados inoperantes. Mais de 700 pontos de ônibus na cidade não dispõem de nenhuma linha operando nesse momento, afetando sobretudo bairros da zona oeste como Sepetiba, Santa Cruz, Campo Grande e Santíssimo. 
Outros 18% dos serviços funcionam de maneira irregular, com as empresas empregando entre 20% e 80% da frota contratada. Apenas 24% cumprem o contrato —que estabelece um percentual mínimo de 80% dos ônibus circulando. 
Os subsídios serão feitos com base nos dados de GPS dos ônibus municipais que estejam circulando corretamente. De acordo com a secretária municipal de Transportes Maína Celidônio, o serviço deverá seguir os parâmetros estipulados pela prefeitura. 
"O sistema de pagamentos vai ser de acesso público. Vamos ter um site em que as pessoas vão poder ver o que estamos pagando e porquê. É importante também falar que nem toda e qualquer viagem vai ser paga. Determinamos para cada linha quantas e quais viagens devem ser feitas e pagaremos pelas viagens que demandamos", explicou ela.

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